Atelier Daciano da Costa

Quem Somos

Do Atelier, fundado em 1959 por Daciano da Costa, à restruturação da sociedade em 2013, demos início a um projecto que pretende valorizar e divulgar o seu património, e manter viva a sua memória através de acções que introduzem o design de Daciano da Costa em novos ambientes.

desde 2013 até à data

A Sociedade Atelier Daciano da Costa

ATELIER DACIANO DA COSTA 

Daciano da Costa (1930-2005) é considerado um pioneiro do Design em Portugal e desempenhou um papel de referência para a institucionalização do Design entre nós, enquanto disciplina e enquanto profissão.

Daciano da Costa é um dos autores que contribuiu para criar uma paisagem contemporânea em Portugal, para fazer o país participar do movimento moderno internacional ao partilhar os princípios formais e conceptuais que marcaram a sua época. O que faz dele uma figura única na História do Design em Portugal é a diversidade de campos de atuação.

Formado em pintura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, Daciano da Costa abandonou as artes plásticas para se dedicar ao design, por um imperativo ético, de intervenção social. Fundou o seu atelier em 1959 e ao longo das décadas desenvolveu a sua atividade pelas áreas do design de interiores, design industrial, design de mobiliário e design urbano, numa aproximação gradualmente mais profunda ao universo da arquitetura, da produção industrial e do mercado.

A sua atividade esteve ligada sobretudo ao projeto de edifícios públicos, equipamentos coletivos, de representação institucional ou no sector do turismo.

Projetou para diversos sectores da indústria nacional, onde introduziu a metodologia do design. Na Metalúrgica da Longra, em especial, implementou as práticas de sistematização do projeto, e da produção, de equipamentos para escritório.

Com uma sua forte vocação pedagógica, foi professor no Departamento de Arquitetura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (depois transformado em Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa). Em paralelo, sucessivas gerações de jovens projetistas integraram a equipa do seu atelier que funcionou de algum modo como um atelier-escola. 

 

Em 2013, após oito anos de interregno, a sociedade Atelier Daciano da Costa tomou um novo rumo, com o propósito de preservar, valorizar e divulgar o seu património, de manter viva a sua memória.

Acreditando na importância de comunicar a figura e a obra de Daciano da Costa, propusemo-nos dar continuidade ao seu trabalho.

O Atelier traçou um plano ambicioso que tem vindo a desenvolver através de ações que vão da conservação do património e das parcerias institucionais com entidades culturais e museus à comunicação para divulgação em eventos e exposições de divulgação nacional e internacional, até à produção de reedições que visam tornar-se um modelo de negócio sustentável. A marca Daciano da Costa foi registada em 2013, quando demos início à nossa atividade, nas diferentes áreas de foco:

 

PATRIMÓNIO

Ainda em vida (2003), Daciano da Costa firmou com o Estado Português um contrato de comodato do seu arquivo documental, testemunho da relevância pública da sua atividade criadora e parte do património cultural do país.

No sentido de dar continuidade a esta iniciativa do próprio, o Atelier iniciou diversas ações no sentido de avaliar, registar e consolidar o conteúdo patrimonial do espólio particular de Daciano da Costa, com o objetivo final de implementar um sistema integrado de gestão da informação contida, criada e associada ao seu legado. No âmbito do recente protocolo estabelecido com a Universidade Nova de Lisboa, recebemos já a colaboração de alunos do Mestrado em Curadoria da Informação.

Em 2010, um conjunto de peças de mobiliário, objetos e modelos integrou o acervo do MUDE, Museu do Design e da Moda, em Lisboa, em regime de depósito.

Em 2015, a coleção permanente do Centre Georges Pompidou incorporou algumas peças suas. Está em curso a proposta para incorporação também no MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Com abertura prevista para breve, o Museu de Território de Felgueiras, focado na indústria metalomecânica daquela região, irá sublinhar a importância de Daciano da Costa e a sua colaboração de décadas com a Metalúrgica da Longra.

 

ATELIER | GALERIA

Liderando o Atelier desde 2013, Inês Cottinelli, uma das cinco filhas de Daciano da Costa, decidiu manter a sociedade com a missão de cuidar, selecionar e organizar a obra do seu pai, dando-a a conhecer ao público, projetando-a a nível nacional e internacional.

João Paulo Martins, colaborador no Atelier durante vários anos, antigo aluno e amigo, professor nos cursos de Design coordenados por Daciano e comissário da exposição comemorativa dos 40 anos de ofício, na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2001, foi convidado para integrar a sociedade.

Em 2019, abrimos um novo Atelier | Galeria, um espaço de trabalho e de showroom aberto ao público, onde estão agora reunidos originais e reedições de peças de mobiliário e uma parte do acervo que se conservava no antigo atelier.

O Atelier é composto por uma equipa pequena, mas dedicada. Para trazer a obra ao público através das reedições, trabalhamos em estreita colaboração com os fabricantes; organizamos exposições sobre o trabalho de Daciano da Costa e colaboramos com as instituições, com o objetivo de preservar o seu legado para as gerações futuras.

 

DA OBRA ÀS REEDIÇÕES

Acreditamos que as reedições dos clássicos nos permitem prolongar e reescrever a História do Design Português e funcionar como marca de referência da nossa cultura.

As reedições de peças que foram originalmente concebidas por Daciano da Costa para obras específicas visam revalorizar objetos que poderão ser hoje introduzidos em novos ambientes, tanto pela mão de profissionais como de clientes particulares, desse modo promovendo novas leituras de objetos existentes.

O mobiliário da Casa da Música (2005), projetada por Rem Koolhaas, foi a última obra que Daciano da Costa acompanhou em vida e é para nós um exemplo de que tal é possível.

 

COMUNICAÇÃO 

Em 2019, lançámos o site oficial Daciano da Costa e, em 2021, a loja on-line como reforço na divulgação e comunicação, introduzindo ao público linhas de pequenos objetos e publicações que pretendem despertar curiosidade sobre o autor e a sua obra.

O Atelier aderiu igualmente às redes sociais como ferramenta para reforçar a comunicação sobre a atividade do atelier, criando deste modo uma dinâmica de proximidade com o público em geral.

Temos participado em exposições nacionais e internacionais, com a apresentação de peças de mobiliário e objetos que são parte da história do Design em Portugal e introduzem a sua obra ao público.

1959 - 2005

Do Atelier à Sociedade

O atelier foi fundado em 1959 por Daciano da Costa (1930-2005) permitindo-lhe desenvolver as suas múltiplas vertentes de designer. Daciano da Costa foi um dos pioneiros do design industrial em Portugal e projectou para numerosos sectores da indústria nacional. Da sua ligação à Metalúrgica da Longra resultaram sucessivas linhas de mobiliário para escritório que, ao longo de mais de três décadas, conheceram uma inédita aceitação por parte do público.

Desde muito cedo, Daciano da Costa dedicou–se à concepção de mobiliário e equipamento para ambientes específicos, na complementaridade do projecto de arquitectura e em estreita articulação com ele.

Essa actividade, ligada sobretudo à construção de edifícios públicos, equipamentos colectivos, representativos ou ligados ao turismo, iria contribuir de um modo decisivo para a própria definição da disciplina de Arquitectura de Interiores entre nós.

Ao longo das décadas, o atelier Daciano da Costa afirmou-se como uma referência no panorama profissional do projecto em Portugal, mas também como um atelier - escola. A forte vocação pedagógica do seu mentor permitiu que sucessivas gerações de jovens projectistas se integrassem numa equipa em constante renovação.

Estabelecido desde sempre num território de fronteiras difusas, o atelier soube diversificar a sua actividade em áreas tão diversas como o design urbano e arte pública, o design de interiores e de mobiliário, a arquitectura e a reabilitação.

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