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Daciano da Costa e o CCB: design em contexto, Pela abundância de esquissos, documentação projetual e fotografias, este novo livro de João Paulo Martins passa a ser a principal obra de referência sobre um trabalho ímpar no design português., 9 Novembro 2023

Um ano depois de ter promovido uma segunda edição de Design e Mal-Estar (1998) pela editora Orfeu Negro, o Atelier Daciano da Costa vem recolocar em evidência, com este livro com a chancela Tinta da China, o desempenho daquele designer de mobiliário e equipamento no Centro Cultural de Belém, inaugurado em 1993 por Aníbal Cavaco Silva, no início da primeira presidência portuguesa do Conselho das Comunidades Europeias.

O complexo do CCB constitui — importa dizê-lo preto no branco — o único espaço de representação nacional, com a dignidade e a qualidade exigidas, que o Estado português construiu desde a sua adesão a grandes instituições internacionais contemporâneas e o alargamento diplomático na era pós-1974, e também aquele — e creio que não há nem haverá outro — que se possa comparar à excelência do edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, construído três décadas antes e ao qual o próprio Daciano da Costa (1920-2005) dera um contributo muito relevante, como este livro não deixa de fazer notar, tanto nas suas linhas como nas suas entrelinhas. Revisitado vezes sem conta pela historiografia o complexo da FCG, o do CCB não merece menos atenções, e não me refiro aqui aos imbróglios criados — e sucessivamente recriados — pelo seu museu de arte contemporânea ao longo dos anos e ainda sem fim à vista.

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